Na semana passada durante a reunião da Câmara Municipal o vereador Antônio Marcos Esteves apurou um Projeto de Lei do Executivo para o parcelamento de uma dívida de mais de R$ 600 mil, adquirida em gestões passadas (2014/2015). Para o vereador, o parcelamento é desnecessário visto que, atualmente, a prefeitura de Carmo do Rio Claro tem cerca de R$ 40 milhões em conta e com os gastos por exemplo: aniversário da cidade, evento Marcha para Jesus, entre outros, entende-se que não precisa de que tal projeto fosse aprovado.
Em contrapartida, o prefeito Filipe Carielo ao lado de Juliana Bueno da Silva (Secretária de Fazenda) e Pedro Antônio de Melo (Dir. de Execução Orçamentária e Contábil) narraram que embora a prefeitura tenha esse montante em caixa, a maior parte dele (em torno de R$ 32 milhões) já são utilizados para diversos fins, entre eles o FUNDEB. Com isso, o que a prefeitura tem para uso no momento é o valor de R$ 7 milhões, mas com porcentagens destinadas a outros setores. Agora, com o descobrimento dessa dívida e a negativa da Câmara em parcelar essa conta, a prefeitura terá que pagar, mas possivelmente isso atrasará alguns outros projetos que seriam bons para o município.
O vereador voltou a rebater a fala da prefeitura alegando que se foram gastos tanto dinheiro dos recursos próprios para eventos na cidade, há o dinheiro para o pagamento dessa dívida sem que seja necessário o parcelamento. Sobre os Projetos de Lei que não são aprovados pelos vereadores, Marcos pontuou que muitos PL chegam “em cima da hora” para serem votados e os edis precisam de mais tempo para avaliar e discutir os projetos ao invés de aprovar urgentemente. Ele também citou algumas exonerações da prefeitura.
Em nota, a prefeitura respondeu:
A Prefeitura Municipal não vai mais falar sobre o assunto, que já foi demasiadamente explicado e esclarecido.
A população já está ciente da situação e já percebeu a real intenção do vereador, que é utilizar esse assunto como palanque eleitoral.
Gostaríamos de ver esse mesmo empenho da Câmara Municipal, no que diz respeito aos projetos importantes para a população e que estão parados sem votação.
