Nesta quarta-feira (2), comemoramos o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, um momento importante para refletirmos sobre a inclusão e a importância de construir uma sociedade mais justa e acolhedora para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para marcar a data, a Associação Mundo Azul (AMAAC) de Carmo realizou um encontro especial na Praça de Esportes, a partir das 17h, com o tema “Inclusão começa em casa”.
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O evento contou com momentos interativos, com o objetivo de sensibilizar sobre a importância de aceitação e respeito desde os primeiros momentos de convivência familiar.
A AMAAC acredita que, ao construir uma base sólida de inclusão em casa, podemos garantir que as crianças e adultos com TEA se sintam mais acolhidos e preparados para viver em sociedade.
A Associação Mundo Azul de Carmo do Rio Claro se dedica diariamente a colocar a causa do autismo em evidência para o entendimento e acolhimento de toda a socidedade. No ano passado, por exemplo, a AMAAC realizou encontros, palestras e celebrações as famílias autistas.
O que é TEA?
O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que tem padrão de comportamentos repetitivos e dificuldades na interação social.
Sinais de alerta no neurodesenvolvimento da criança podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, sendo o diagnóstico estabelecido por volta dos 2 a 3 anos de idade. A prevalência é maior no sexo masculino.
A identificação de atrasos no desenvolvimento, o diagnóstico oportuno de TEA e encaminhamento para intervenções comportamentais e apoio educacional na idade mais precoce possível, pode levar a melhores resultados a longo prazo, considerando a neuroplasticidade cerebral.
Ressalta-se que o tratamento oportuno com estimulação precoce deve ser preconizado em qualquer caso de suspeita de TEA ou desenvolvimento atípico da criança, independentemente de confirmação diagnóstica.
A etiologia do transtorno do espectro autista ainda permanece desconhecida. Evidências científicas apontam que não há uma causa única, mas sim a interação de fatores genéticos e ambientais. A interação entre esses fatores parecem estar relacionadas ao TEA, porém é importante ressaltar que “risco aumentado” não é o mesmo que causa fatores de risco ambientais. Os fatores ambientais podem aumentar ou diminuir o risco de TEA em pessoas geneticamente predispostas. Embora nenhum destes fatores pareça ter forte correlação com aumento e/ou diminuição dos riscos, a exposição a agentes químicos, deficiência de vitamina D e ácido fólico, uso de substâncias (como ácido valpróico) durante a gestação, prematuridade (com idade gestacional abaixo de 35 semanas), baixo peso ao nascer (< 2.500 g), gestações múltiplas, infecção materna durante a gravidez e idade parental avançada são considerados fatores contribuintes para o desenvolvimento do TEA.
Dados e estatísticas
A quantidade exata de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Austista (TEA) ainda é incerta. A prevalência estimada por organismos internacionais é de 1 caso para cada 44 nascimentos. No Brasil, estima-se que haja, aproximadamente, dois milhões de pessoas com TEA.
A expectativa é de que em breve, a partir dos resultados do Censo Demográfico 2022, seja apresentado um panorama oficial do autismo no Brasil, revelando quantas pessoas com diagnóstico de TEA vivem no país. Esse questionamento será feito pela primeira vez, por força da Lei 13.861/2019, que obrigou o IBGE a incluir as especificidades inerentes ao TEA no censo populacional.
- Considerando a população estimada em 203.080.756 pelo Censo 2022, teríamos cerca de 5.641.132 autistas no país.
- Em 2023, o CDC divulgou um relatório que estimava que 1 em cada 36 crianças aos 8 anos de idade é diagnosticada com TEA.