A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na manhã desta sexta-feira (22), o terceiro e último investigado da operação Coliseu, que apura fraudes no setor da construção civil.
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A prisão aconteceu em Lavras, no Sul de Minas, e encerra a primeira fase da operação. Outros dois suspeitos, pai e filho, já haviam sido detidos na semana passada, em São Paulo.
De acordo com as investigações, o trio é acusado de estelionato e associação criminosa, utilizando uma construtora e uma incorporadora para aplicar golpes em clientes. Desde 2021, os suspeitos firmavam contratos de obras que eram abandonadas ou sequer iniciadas, causando prejuízos estimados em mais de R$ 600 mil. Ao todo, 18 inquéritos foram instaurados para apurar as irregularidades.
O delegado responsável pelo caso, Leandro de Prada Macedo Costa, destacou que a ampla divulgação da operação foi essencial para o desfecho. “A repercussão e a prisão dos dois primeiros investigados encorajaram o terceiro suspeito a se apresentar, evitando nova fuga”, afirmou.
Com a conclusão desta etapa, as investigações avançam agora para possíveis crimes de lavagem de dinheiro. “A partir deste momento, o foco será apurar os desdobramentos financeiros da organização e identificar a destinação dos valores obtidos de forma ilícita”, explicou o delegado.
Os dois primeiros investigados foram presos no dia 11 deste mês, em uma ação conjunta com a Polícia Civil de São Paulo. A operação Coliseu continua em andamento, e novas fases podem ser deflagradas conforme o avanço das apurações.
