Minas Gerais enfrenta uma grave epidemia de dengue, com 100 mortes já confirmadas em 2024, conforme informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES). A situação é alarmante, com 232.789 casos confirmados da doença no estado e outras 372 mortes ainda sob investigação, evidenciando a gravidade e a rápida disseminação do vírus.
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A letalidade da doença é atualmente de 2,75%, uma estatística preocupante que coloca Minas Gerais em uma posição delicada na luta contra a dengue. Além disso, existem quase 630 mil casos prováveis de infecção que estão sendo analisados, o que pode significar um aumento significativo nas estatísticas já alarmantes.
A maioria das vítimas fatais tem entre 70 e 79 anos, representando 20,2% do total de mortes, com todos os indivíduos afetados possuindo comorbidades que podem ter agravado seu estado de saúde. Esse perfil destaca a vulnerabilidade de certos grupos populacionais à doença e a importância de políticas de saúde direcionadas.
No cenário nacional, Minas Gerais ocupa o segundo lugar em número de mortes por dengue, ficando atrás apenas do Distrito Federal, que registrou 109 óbitos.
No último 27 de janeiro, o governador Romeu Zema (Novo) decretou situação de emergência em saúde pública por causa da alta incidência de dengue e de chikungunya no estado. O texto autorizou a adoção de todas as medidas administrativas e assistenciais necessárias para conter as arboviroses.
Entre o conjunto de estratégias adotadas pela SES e secretarias municipais estão a abertura de leitos específicos para o atendimento de pacientes com sintomas da doença, hospitais de campanha e centrais de hidratação, além da vacinação de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.
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