Dados do Levantamento Rápido de índices para Aedes aegypti (LIRAa), aponta chama a atenção para 10 dos 27 municípios da região do Sul de Minas, que correm risco para o surto de doenças como dengue, chikungunya e zika no início deste ano.
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O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 27 de janeiro. O LIRAa avalia, de forma rápida, por amostragem, a quantidade de imóveis com presença de recipientes com larvas do mosquito. Para avaliar o grau de problema com relação a dengue nos municípios, o LIRAa usa o Índice de Infestação Predial (IIP), a matemática é simples; municípios que ficaram acima de 3,9 estão em surto das doenças.
Sendo assim, entre as 10 cidades mais “prejudicadas” aparecem Piumhi, com 10,9, sendo o índice mais alto da região. Logo atrás aparecem: Cássia (8,5), São Sebastião do Paraíso (7,1), Capitólio (7), São José da Barra (5,8), Bom Jesus da Penha e Pimenta (5,7), Monte Santo de Minas (5,5), São Roque de Minas (4,6) e Alpinópolis (4).
Em contrapartida, Carmo do Rio Claro (1,2), Fortaleza de Minas (1,4), Itamogi (1,3), Claraval (1,2), Jacuí (2), Pratápolis (1), Doresópolis (2,1), Ibiraci (2,3), Nova Resende (3,8) e Passos (3,8), estão sob estado de alerta para a dengue, chikungunya e zika. Já, São João Batista do Glória (0,4), São Tomás de Aquino (0,8), Itaú de Minas (0,8), Delfinópolis (0,8), Capetinga (0,8) o índice é excelente, destaque para Vargem Bonita (0,6), onde o IIR é quase zero.
De acordo com informações da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o primeiro LIRAa de 2024 foi realizado em 808 dos 853 municípios mineiros. A pesquisa aponta que 137 apresentaram IIP igual ou menor que 0,9, sendo classificados como satisfatórios e em baixo risco de transmissão de dengue. Em 366 municípios os índices estavam em situação de alerta e, em 305, em risco elevado para a transmissão das doenças.
Segundo a SES, os dados do LIRAa permitem identificar os locais e os tipos de recipientes onde o mosquito se prolifera, o que é essencial para direcionar as ações de combate ao vetor. Por exemplo, os depósitos móveis, como vasos de plantas e frascos, foram os mais frequentemente infestados, seguidos por lixo, sucata e entulho.
Em janeiro de 2024, permaneceu mais frequente (34,9%) a infestação dos depósitos móveis (vasos, frascos e pratinhos de plantas, bebedouros, recipientes de degelo das geladeiras etc.), semelhante aos quatro levantamentos realizados em 2023.
Lixo, sucata e entulho ocuparam a segunda colocação entre os recipientes mais infestados em janeiro de 2024 (25%), assim como visto nos levantamentos feitos em janeiro, maio e outubro de 2023.
Os depósitos utilizados no armazenamento de água para consumo humano ao nível do solo (tonel, tambor, barril, filtro etc.) apareceram em terceiro lugar (17,5%) entre os mais infestados, assim como foi observado em 2023. Pneus e outros materiais rodantes ocuparam a quarta posição (10%), seguidos dos depósitos fixos (tanques em obras, borracharia ou horta, calhas, lajes, sanitários, piscinas, ralos etc.) com 9%.
Nas últimas colocações, apareceram os depósitos de água elevados ligados à rede pública ou a sistemas de captação (caixa d´água, tambor, depósitos de alvenaria etc.) e os depósitos naturais (bromélias, ocos de árvores e de rochas etc.) com 2,0% e 1,6%, respectivamente.
