Na semana passada, uma ocorrência de maus-tratos a animais no distrito do Cavacos terminou em tragédia. Durante a tarde de quinta-feira (6/03), a Polícia Militar de Alterosa foi chamada para atender a essa denúncia em uma residência.
Mas, ao chegarem no local os dois policiais foram surpreendidos pelo morador, que após chama-los para dentro da residência foram agredidos pelo homem com um pedaço de pau. Segundo informações do boletim, ao serem ameaçados pelo homem, um dos policiais sacou a arma e ordenou que o agressor largasse o pedaço de pau, mesmo assim ele partiu pra cima dos militares e feriu um deles.
?Participe do Canal Portal Onda Sul no WhatsApp
Em dado momento do confronto, o policial em defesa própria, efetuou alguns disparos contra o homem. Mesmo sendo socorrido e encaminhado até o Pronto Socorro Alterosa, ele não resistiu e morreu.
Após a publicação da reportagem, a população ficou dividida. Para alguns a abordagem policial foi errada e havia outras formas de render o homem sem precisar alvejá-lo de balas, outros que alegam conhecer a vítima, disseram que ele possuía distúrbios mentais e que precisava de internação.
Além da versão dos fatos dada pela polícia, o Portal Onda Sul também conseguiu contato com familiares da vítima. De acordo com eles, o relacionamento com o homem sempre foi bom, ele sempre esteve nos encontros da família e nunca ofereceu riscos.
Sobre a denúncia de maus-tratos aos animais, os familiares responderam que o homem acolheu a cachorra, que era da rua, tratou dela e de todos os filhotes. “Tudo que ele tinha, ele repartia com os animais”. Os familiares acreditam que houve um equívoco na ocorrência, que ele não “jogava” os cachorros pelo muro, como foi repassado.
Os distúrbios psicológicos do homem começaram após a morte da mãe. Mas os familiares afirmam que ele nunca foi ofensivo e nem agressivo com ninguém. A família, inclusive, estava atrás dos papéis da internação do homem já a algum tempo, segundo eles “a assistência de Alterosa foi falha quanto a isso”. Ele tomava remédios controlados e era uma pessoa calma. Mas, quando não tomava tinha esses surtos psicopáticos.
Ainda de acordo com a família, ainda existem muitas perguntas sem respostas sobre o caso. “O policial sabia que ele não estava bem mental, como foi entrar dentro da casa dele? O porque não utilizou outro modo de mobilizar ele? Porque o policial não levou a moça com ele de testemunha até a casa da vítima? (a q fez a denúncia), o porquê de quatro tiros? Cadê as imagens da câmera do uniforme dele? O laudo constando que ele foi agredido? E como ele não recuou pra fora depois do disparo? E se foi um tiro de defesa, o porquê dentro de casa? E o outro policial que estava com ele não fez nada enquanto isso tudo acontecia?”, são alguns dos questionamentos da família.
Agora, o caso segue para a Justiça.


