A Polícia Federal de Campinas, em colaboração com a Polícia Civil, realizou uma operação notável, a Operação Vulnerare, resultando na prisão de 14 indivíduos procurados por crimes de exploração sexual infantil. A operação, que começou em agosto deste ano, se estendeu por oito cidades de São Paulo e mais cinco estados brasileiros.
Os detidos, inicialmente sem conexões aparentes entre si, foram capturados em várias localidades, incluindo Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Valinhos, Pedra Bela, Peruíbe, São Paulo capital, além de São Joaquim (SC), Boa Esperança (MG), Sinop (MT), Vitória da Conquista (BA), e Bandeirantes (PR). A operação focou na obtenção de imagens de partes dos corpos dos presos, buscando ligações com cenas de abusos sexuais infantis ainda sob investigação. A Polícia Federal espera que essas imagens ajudem a identificar tanto autores quanto vítimas, comparando-as com os arquivos digitais ilícitos já apreendidos.
Estela Beraquet, coordenadora do Grupo de Repressão a Crimes contra os Direitos Humanos, em coletiva de imprensa, destacou a possibilidade de tornar a Operação Vulnerare permanente, considerando a existência de outros mandados a serem cumpridos. Esta iniciativa sublinha o comprometimento contínuo das autoridades na luta contra a exploração sexual infantil.
Os casos se dividem em:
- Art. 213 do Código Penal: estupro (pena de 6 a 10 anos)
- Art. 217 do Código Penal: estupro de vulnerável (pena de 8 a 15 anos)
- Art. 218 do Código Penal: corrupção de menores por ato libidinoso (pena de 1 a 4 anos)
- Art. 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente: oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar pornografia infantil
Em Boa Esperança, a prisão preventiva é para o Art. 217 do Código Penal.
