As restrições impostas às torcidas incluem:
- A proibição de frequentar os estádios em todo o território nacional em dias de jogo, além de uma zona de exclusão de cinco mil metros ao redor dessas arenas. Esta medida visa erradicar a presença e influência dessas torcidas, conhecidas por seu fervor, mas agora marcadas pela violência.
- Proibido o uso, porte e exibição de quaisquer itens que possam identificar as torcidas, como vestimentas, faixas, bandeiras e instrumentos musicais, nos estádios ou em suas proximidades durante os dias de jogos.
A Galoucura, já familiarizada com sanções anteriores, incluindo uma punição de um ano seguida por outra de três meses em 2022 e 2023, enfrentará agora um banimento temporário até 4 de março de 2026. Por outro lado, a torcida Máfia Azul do Cruzeiro, também banida até março de 2026, terá o novo período de banimento estendido de 15 de março de 2026 até 15 de março de 2028, impondo um hiato significativo na sua presença nos eventos futebolísticos.
Em resposta à crescente preocupação com a criminalidade relacionada ao futebol, o promotor de justiça Fernando Abreu propôs à Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais a formação de um grupo especializado dentro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPMG. Este grupo terá a missão específica de combater a violência e criminalidade associadas aos eventos de futebol, buscando assim garantir a segurança e a integridade dos torcedores e da sociedade em geral.
“Os clubes de futebol e as Sociedades Anônimas do Futebol (SAF’s) devem adotar procedimentos internos para que torcidas organizadas, nitidamente associadas à prática de violência, sejam coibidas de utilizar símbolos e escudos para evitar sanções na esfera desportiva, haja vista a responsabilidade civil objetiva prevista na Lei Geral do Esporte”, afirmou.
